«Você engana-se se pensa que se pode ir ou não ir, a Alcácer-Quibir»- Marcello Caetano
Não tomaria nunca as tuas posições. Não defenderia a teoria pela qual lutaste durante toda a tua vida, sacrificando-a, entregue ao limite do Espaço e do tempo. Mas eu percebo-te.
Cumps,
Apenas o vosso amigo
quarta-feira, 18 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
«Põe o Chico»
-«Põe o Chico, filho!», dizia a minha mãe, quando lá em casa se discutia o compact disc a por no computador, para que se ouvisse uma musiquinha às refeições. Quando ia tomar banho levava sempre o radiozinho da cozinha, talvez com uns dez anitos , para passar as cassetes que o meu pai tinha no meio das bicuatas lá de casa. Bob Marley, Deep Purple e Chico eram as sobreviventes das muitas revistas ao «lixo» antigo lá de casa, e, de selecção em selecção, elas lá foram resistindo às multiplas inovações dos meus pais, tanto ideológicas como de necessidade ( para mim tola) de limpeza. De acordo com a minha mãe ela e os irmãos dela também andavam sempre de rádio «em punho». A música é realmente uma parte de nós. A música é uma arma. Da música nasce a mudança. A verdade é que a afirmação «Põe o Chico, filho!», proferida pela minha mãe mostra que essa mudança talvez seja um processo demoroso, de várias gerações. Talvez Abril ainda esteja por se cumprir. Talvez o Brasil ainda demore muitos anos a tornar-se «num imenso Portugal». Direi aos meus filhos, «Põe o Chico, filho!?!?!».
Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central
Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central
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continuo a dizer que etiquetas so na roupa
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